Cuidados preventivos são
as melhores formas de manter a saúde em dia. Por isso, visitar um ginecologista pelo menos uma vez
por ano deve fazer parte da rotina de toda mulher depois da primeira menstruação.
- Conheça 7 coisas que o seu ginecologista não quer que voltes a fazer.
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"Além da consulta periódica, adoptar hábitos saudáveis e manter os exames em dia - desde a primeira relação sexual até o período da pós-menopausa - são fundamentais para proteger a saúde", diz a ginecologista Maria Luisa Nazar, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. O Minha Vida reuniu especialistas no assunto para listar os cuidados e exames essenciais de acordo com cada fase da vida feminina.
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Em todas as idades.
Há alguns exames de rotina
que devem marcar presença durante toda a vida da mulher: glicemia, colesterol total e suas fracções,
triglicerídeos, creatina (avaliação da função renal), TGO e TGP (avaliação da
função hepática), hemograma e exame de urina.
Independentemente da idade, todos os especialistas reforçam que a consulta rotineira ao ginecologista é fundamental. "Com o início da puberdade, o sistema reprodutor feminino pode sofrer algumas complicações, daí a importância do acompanhamento médico periódico", explica a ginecologista Maria Luisa Nazar, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
O médico patologista Paulo Roberto Oliveira, director do Laboratório PATHOS, também recomenda outro hábito preventivo essencial: controlar o peso com exercícios físicos e alimentação balanceada. "Se ocorrer acúmulo excessivo de tecido adiposo no corpo, o equilíbrio entre todas as funções dos órgãos é afectado, favorecendo o aparecimento de diversas doenças, inclusive, câncer", alerta.
Veja também:
Aos 20 anos (ou ao iniciar
as relações sexuais)
Alguns cuidados
preventivos são necessários antes mesmo de começar a vida sexual. "Indico
a vacinação contra a infecção por HPV, responsável pela transmissão do
condiloma e da maioria dos cânceres de colo do útero, e para Hepatite B",
indica a médica patologista Ana Letícia Daher, do Delboni Auriemo Medicina
Diagnóstica.
De acordo com o INCA, o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina - atrás apenas do câncer da mama - e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. O Ministério da Saúde também registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV no país, vírus responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero.
Para a mulher que já teve a primeira relação sexual, o exame de Papanicolau deve entrar na lista de exames rotineiros. "O objectivo é avaliar o colo uterino em busca de células alteradas para indicar a necessidade de outros exames, como colposcopia e biópsia", explica o oncologista Charles Pádua, director do Cetus-Hospital Dia.
A ginecologista Maria Luisa também recomenda ultra-som pélvico transvaginal e de mamas, colposcopia, vulvoscopia, captura hibrida e exames de sangue. "Eles ajudam na prevenção de lesões no colo do útero, miomas, cistos nos ovários, infecções, endometriose, entre outros problemas", esclarece.
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Antes de engravidar
Na hora de planear o bebé,
os exames de rotina (colesterol, glicemia, entre outros) devem ser os primeiros
a serem feitos. "Além deles, o médico pode pedir uma histerossalpingografia
- exame de raios-x realizado com contraste - e uma histeroscopia - exame
endoscópico -, que servem para avaliar mais profundamente sistema
reprodutivo", conta a ginecologista Maria Luisa Nazar.
Também são indicados os exames sorológicos que pesquisam a imunidade contra determinadas doenças, como rubéola, toxoplasmose e citomegalovirose. "Quando acontecem durante a gestação, essas enfermidades podem prejudicar a saúde do feto, provocando problemas de visão, retardo mental, defeitos congénitos e até morte", justifica Maria Luisa.
A realização de exames
na gravidez é de grande importância para diminuir os riscos de doenças e até de morte da mãe e do bebé.
"Destaco hemograma para avaliar presença de anemia, tipagem sanguínea,
glicemia de jejum, avaliação da função tireoidiana (TSH) e ultra-som
transvaginal ou pélvico", orienta a médica patologista Ana Letícia. As
sorologias também devem ser realizadas: sífilis, VIH, toxoplasmose, rubéola e
hepatites B e C.
Aos 30 anos.
De acordo com a médica
patologista Ana Letícia, doenças relacionadas ao aparelho genital feminino
ainda são o foco nesta fase da vida. "Portanto, colpocitologia oncótica,
colposcopia e ultra-sonografia devem ser mantidos na rotina",
afirma.
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O rastreamento do câncer da mama com exame clínico e mamografia também pode ser necessário em mulheres com histórico na família. "Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram a doença antes dos 50 anos, ou que tiveram câncer bilateral de mama ou ovário em qualquer idade, já devem começar com os exames nesta fase", orienta Ana Letícia.
O médico patologista Paulo Roberto, orienta começar a fazer densitometria óssea, exame que permite avaliar a presença de osteoporose. "A partir dos 35 anos, começa a existir uma perda da porção medular dos ossos na mulher, o que pode dar origem à doença", explica.
Além desses cuidados, alguns profissionais recomendam uma atenção especial à tireóide, glândula na região do pescoço que produz hormônios importantes para a saúde feminina. "A ocorrência do câncer de tireóide é 30% maior em mulheres do que em homens", afirma o oncologista Charles Pádua. "Recomendo que as mulheres fiquem atentas ao surgimento de nódulos no pescoço, em especial aquelas que apresentem casos da doença na família", explica o profissional.
Aos 40 anos
Os 40 anos são um
marco, pois nessa idade a mamografia passa a fazer parte do check-up
feminino", conta a ginecologista Maria Luisa. Segundo o INCA, o câncer de
mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a
cada ano.
Também é importante acrescentar uma avaliação cardiológica nessa fase, já que ocorrem alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
O hipotireoidismo pode afectar com mais frequência nas mulheres após os 40. "Portanto, uma avaliação dos hormônios tireoidianos deve ser realizada, associado a um ultra-som de tireóide", recomenda Ana Letícia.
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Aos 50 anos.
Com a chegada da
menopausa, as chances de osteoporose são
maiores e a densitometria óssea torna-se ainda mais importante." O risco
de a mulher após a menopausa apresentar doenças relacionadas ao coração passa a
ser de duas a três vezes maior", afirma Ana Letícia. Por isso, também é
preciso cuidado redobrado com o órgão cardíaco.
Nessa fase, as chances de câncer passam a ser maiores. "Os cânceres de mama, cólon e colo uterino são os mais comuns", conta o oncologista Charles Pádua. Ele recomenda continuar com mamografia, Papanicolau e exames de sangue e ainda reforça a necessidade de realizar colonoscopia. "É comprovado cientificamente que esse exame ajuda a identificar tumores que afectam os intestinos grosso e recto, prevenindo a morte causada por esse câncer", diz o médico.
Aos 60 anos.
Os exames são os mesmos,
mas precisam ser ainda mais frequentes. Cuidados com a osteoporose devem ser
intensificados, com a realização periódica da densitometria óssea. "Além
disso, a ida ao cardiologista para prevenção da hipertensão arterial e doenças do coração deve ser uma
regra", orienta a médica patologista Ana Letícia. Os demais exames, como
dosagem do colesterol, glicemia, cálcio e hemograma também não podem deixar de
ser realizados.
Fonte: Minha Vida


