A herpes-zóster, também
conhecida como cobreiro, é uma doença infecciosa que aparece quando o vírus
varicela-zoster, o mesmo causador da catapora, é reativado no organismo. A
condição é caracterizada por bolhas cheias de líquido na pele que podem surgir
em diversas partes do corpo, unilateralmente, ou seja, em apenas uma faixa de
um dos lados do corpo.
Em uma entrevista para a
reportagem da rede BBC, Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de
Geriatria e Gerontologia, afirma que a população brasileira é muito exposta ao
varicela-zóster e que 94% está infectada com o vírus, mesmo sem saber.
Herpes-zóster e sistema imunológico
A herpes-zóster dá seus
primeiros sinais quando o vírus armazenado nos gânglios nervosos volta a se
manifestar por causa da baixa imunidade. Essa reativação já não causa mais a
catapora, mas sim o quadro de herpes-zóster.
Pessoas com diabetes, HIV,
câncer ou que fazem uso de medicamentos que reduzem a imunidade têm, portanto,
mais chances de desenvolver a doença, que também pode ser ativada por excesso
de estresse, já que a condição também compromete o sistema imunológico.
Sintomas de herpes-zóster
Os principais sintomas da
doença são: dor, que pode ser bastante intensa, sensação de formigamento,
coceira e vermelhidão da pele. O diagnóstico da herpes-zóster é obtido através
de exame clínico, que avalia os sintomas do paciente, assim como suas lesões na
cútis.
Herpes-zóster é uma doença grave?
A doença em si não é fatal,
mas suas complicações incluem risco de morte. Entre as principais, está a
neuralgia pós-herpética, que é especialmente perigosa para idosos. A condição é
dolorosa, provoca perda de peso, depressão, pode durar vários anos e, em alguns
casos, ser tão intensa a ponto de afetar movimentos do paciente.
Além disso, a herpes-zóster
pode deixar sequelas, que vão desde simples cicatrizes até outras mais graves,
como cegueira e surdez, se não for tratada corretamente.
Como é o tratamento da herpes-zóster
De modo geral, a lesão cutânea
gerada pela doença regride sozinha, mesmo sem tratamento, entre sete e dez
dias, mas o tratamento completo é importante para evitar complicações.
Quem sofre de baixa imunidade
grave pode precisar fazer uso de antivirais aplicados diretamente nos vasos,
mas na maioria dos casos o tratamento é feito com associação de medicamentos
tópicos e orais.
A única maneira possível de se
prevenir contra a herpes-zóster é tomando a vacina contra o varicela-zóster na
vida adulta. A aplicação, no entanto, não é feita na rede pública de saúde e é
indicada somente para pessoas com mais de 50 anos.
Vale ressaltar ainda que a
vacina tem eficácia média de apenas 70%, ou seja, estima-se que três em cada
dez pessoas que fazem a prevenção com a injeção ainda podem desenvolver a
doença mesmo assim.

