A vagina é um órgão
impressionante, mas ainda assim sensível, o que torna muito perigosa a inserção
de objetos impróprios nela. É o caso, por exemplo, de qualquer item usado para
obter prazer sexual que não tenha essa finalidade específica, como alimentos e
outros.
O banco de dados da US
Consumer Product Safety Commission, que registra casos de pacientes em
pronto-socorros nos Estados Unidos, revelou uma lista de estranhos itens
encontrados na vagina.
Objetos retirados por médicos da vagina de pacientes
O documento, publicado pelo
jornal britânico Daily Mail, traz casos bizarros de itens que vão desde objetos
sexuais até celulares e fones de ouvido.
As justificativas para o ato
foram variadas e incluem busca por prazer sexual, tentativa de conter a
menstruação e até mesmo inserção dos objetos pelo parceiro sem o consentimento
da mulher.
A maior parte dos itens
ultrapassou a capacidade da vagina e ficou preso, o que explica a necessidade
da busca por ajuda médica imediata.
Veja a lista:
- Sabonete perfumado
- Tampa de desodorante
- Tampa de garrafa
- Anel peniano com rebites
- Bolas de silicone
- Bola
- Refletor de bicicleta
- Esponja
- Fones de ouvido
- Toalha quente
- Dinheiro e telefone
- Argila
- Castiçal
- Pirulito
- bolas de pedra
- Varinha de brinquedo
Existem riscos, quais são?
A introdução de objetos
inadequados na vagina ou no ânus pode trazer diversos problemas de saúde.
O material insólito pode
machucar a mucosa dos órgãos e causar uma hemorragia séria. Outra preocupação é
quanto ao risco de infeções, que aumenta significativamente com a penetração
por materiais variados.
Ainda há chance de piora de
doenças sexualmente transmissíveis já existentes, já que os anticorpos
destinados a combater a infeção teriam de se preocupar com a eliminação do
corpo estranho.
Objetos para fins sexuais
Para evitar as graves
consequências, o ideal é apenas inserir objetos na vagina que sejam criados
para tal finalidade, como brinquedos sexuais e absorventes internos, e em
conformidade à instrução de uso do fabricante.
No caso da relação afetiva, o
ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de Saúde e Medicina Sexual da
Faculdade de Medicina do ABC, aconselha ao casal que utilizou objetos
inadequados na prática sexual ou em outro momento a consultar um médico para
verificar se não houve prejuízos íntimos.
