A principal forma de se
prevenir contra a infecção da febre-amarela é através da vacina, disponível nos
postos de saúde ou em clínicas de imunização. Além disso, também é necessário
evitar a picada dos mosquitos transmissores, devendo-se tomar alguns cuidados
como eliminar qualquer foco de água parada onde os mosquitos possam se
multiplicar, usar repelentes, mosquiteiros e roupas compridas sempre que
estiver em zonas de maior perigo.
A infecção pela febre-amarela
acontece quando uma pessoa que nunca teve a doença ou que não tenha tomado a
vacina é picada por um mosquito infectado, devendo-se lembrar que uma pessoa
não transmite diretamente a infecção para outra pessoa.
1. Tomar a vacina
A vacina contra a febre-amarela
faz parte do calendário básico de vacinação no Brasil, e é indicada para
crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em
regiões classificadas como áreas de risco para a infecção, ou quando se irá
realizar viagem nacional ou internacional para localidades onde há risco de
transmissão da doença ou onde há obrigatoriedade de comprovação da vacinação.
Quando vacinar: atualmente, o
ministério da saúde recomenda que seja tomada apenas 1 dose da vacina aos 9
meses de idade, caso seja residente ou viajante para áreas com recomendação.
Para viajantes que nunca se vacinaram, a dose deve ser tomada 10 dias antes da
viagem. No Brasil, as áreas de risco incluem todos os estados das regiões Norte
e Centro Oeste, além de Minas Gerais, Maranhão e alguns municípios dos estados
do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Quem não deve tomar: pessoas
com histórico de reação anafilática após ingestão de ovo de galinha ou aos
componentes da vacina, doenças que reduzem a imunidade, como câncer, diabetes,
SIDA ou uso de medicamentos imunossupressores, quimioterápico ou radioterápico,
por exemplo. Gestantes e mullheres que amamentam não devem ser vacinadas,
exceto sob indicação médica. Apesar de não ser contra-indicada nos idosos,
sabe-se que eles podem ser mais suscetíveis aos efeitos colaterais da vacina,
por isso, deve-se conversar com o médico para avaliar os riscos e benefícios.
A vacina contra a febre-amarela
está disponível gratuitamente pelo SUS nos postos de saúde, e também pode ser
encontrada em clínicas de imunização.
2. Usar repelentes
O uso de repelentes é
importante para prevenir a picada de mosquitos e evitar a infecção pela febre-amarela
e por outras doenças como dengue e Zika, principalmente ao estar em regiões com
muitos mosquitos. Os principais mosquitos transmissores são das espécies
Haemagogus, no meio rural, e Aedes aegypti, no meio urbano, e estes podem
adquirir o vírus ao picar pessoas ou animais, como os macacos, que estejam infetados.
Os repelentes podem ser
comprados nas principais farmácias ou super-mercados, estão disponíveis nas
formas de creme, loções, spray, adesivos e, até, pulseiras, e alguns recomendados
são os que contém icaridina ou DEET, por exemplo.
Além disso, existem formas de
repelentes naturais, como óleos de citronela, copaíba ou andiroba, ou
perfumadores do ambiente como velas de citronela e os vasos de plantas como
hortelã, cravo-da-índia ou alecrim, pois contêm cheiros fortes que são capazes
de afastar os mosquitos de casa.
3. Combater focos do mosquito
Para a prevenção da febre-amarela,
é essencial evitar as picadas de mosquito infetados, e isto pode ser conseguido
diminuindo a sua proliferação, com a eliminação de focos de água limpa parada
em caixas d'água, latas, vasos de plantas e pneus, pois estes são ambientes
ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos.
Durante a epidemia de febre-amarela,
ou de outras doenças transmitidas por mosquito, também é recomendado que haja a
aplicação de inseticida através do "fumacê”, como forma de diminuir a
população do inseto.
4. Investir em mosquiteiros e
telas
Usar mosquiteiros de malha
fina ao redor da cama, bem como colocar telas em portas e janelas, são formas
de evitar o contato do mosquito com o corpo, sendo importantes medidas
especialmente para ambientes com pessoas mais vulneráveis às picadas, como
idosos ou crianças.
5. Cobrir-se
Para aumentar os níveis de
proteção, é recomendado utilizar roupas compridas, como calças ou camisas com
mangas, durante períodos de epidemias, principalmente quando irá frequentar
matas tropicais ou locais abertos nos horários de circulação do mosquito.
6. Manter o quintal limpo
Manter terrenos e quintais
próximos à casa limpos, removendo entulhos, cascalhos e lixos, e podando
árvores e plantas, são atitudes recomendadas para diminuir a umidade e focos
que facilitam a procriação do mosquito.
O que fazer se suspeitar de febre-amarela
Em caso de suspeita de febre-amarela,
é importante dirigir-se ao atendimento médico no posto de saúde ou
pronto-socorro, onde o médico poderá fazer as avaliações necessárias para
confirmar a suspeita ou identificar outras doenças que podem ter sintomas
semelhantes, como dengue, lesptospirose ou malária, por exemplo.
Também pode ser necessária a
realização de exames para identificar o vírus ou observar alterações no
hemograma, enzimas hepáticas, testes de coagulação e exame de urina, dentre
outros. Não existe um tratamento específico para a febre-amarela, sendo
recomendado o repouso, reposição de líquidos, como água e sucos, além de
remédios para aliviar os sintomas, como analgésicos, antipiréticos e contra o
vômito.
Em casos mais graves, como
pessoas que apresentam sangramentos ou comprometimento do fígado ou rins, pode
ser necessário o internamento no hospital ou, em alguns casos, na UTI, como
forma de controlar as complicações e reduzir o perigo da morte