A ovulação, processo natural
ao ciclo menstrual, acontece quando o folículo ovariano é rompido, liberando o
óvulo para que encontre o espermatozoide e ocorra a fecundação em processo
controlado pela ação dos hormônios FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH
(hormônio luteinizante), secretados pela glândula hipófise.
Mulheres com ciclos regulares
de 28 dias entram no período fértil entre o 11º e 15º dia antes de cada
menstruação e, em casos menos comuns, podem experimentar um fenômeno chamado de
hiperovulação.
O que é hiperovulação?
De acordo com Márcio
Coslovsky, diretor médico do Centro de Medicina Reprodutiva Huntington, em
entrevista ao VIX, a hiperovulação é um fenômeno raro, mas que pode ocorrer nos
extremos da vida reprodutiva da mulher, ou seja, no início da adolescência e
depois dos 40 anos, devido a uma excessiva produção de hormônio FSH nos
períodos.
Ainda segundo o especialista,
alguns medicamentos desencadeiam a hiperovulação e, nesses casos, ela pode ser
perigosa e causar problemas graves, como a síndrome de hiperestímulo ovariano,
que resulta em ascite, trombose, entre outras condições.
A ovulação excessiva ainda
aumenta as chances de gravidez de gêmeos, afinal, haverá mais óvulos a serem
fecundados.