A Síndrome dos Ovários
Policísticos é uma desordem endócrina que interfere no processo de ovulação e
leva à formação de cistos que não desaparecem após o ciclo menstrual e acabam
alterando a estrutura do ovário, fazendo com que ele fique até três vezes mais
largo do que o normal.
O quanto antes a condição for
diagnosticada, menores os impactos para a saúde da paciente. Portanto, além de
se consultar regularmente com um ginecologista, a mulher deve ficar atenta a
possíveis sinais de Síndrome do Ovário Policístico que nem sempre são notados
ou são facilmente confundidos.
Sintomas de Síndrome do Ovário Policístico
Pelos em excesso: o aumento de
pelos nas regiões das axilas, genitália e rosto ocorre pela ação aumentada dos
hormônios sexuais masculinos, comum à SOP.
Queda de cabelos: o
enfraquecimento e queda dos fios também acontecem por causa das grandes
alterações hormonais provocadas pela Síndrome dos Ovários Policísticos.
Acne: a ação dos hormônios
andrógenos sobre as glândulas sebáceas aumenta a oleosidade da pele e,
consequentemente, leva ao aparecimento de espinhas.
Manchas na pele: marcas mais
escuras na cútis, especialmente nas axilas e atrás do pescoço, também podem ser
sintomas da SOP.
Menstruação irregular:
trata-se da alteração do ciclo causada pela ausência da ovulação.
Ganho de peso: a SOP predispõe
a mulher ao aumento de peso sem motivos aparentes por causa das alterações de
hormônios sexuais e da elevação da insulina.
Causas e tratamentos da Síndrome dos Ovários Policísticos
Estima-se que a SOP afeta 20%
das mulheres durante a fase reprodutiva. As causas ainda não são completamente
conhecidas, mas já se sabe que o problema tem origem genética, pois irmãs ou
filhas de uma mulher portadora da desordem têm 50% de chance de desenvolver o
quadro.
A Síndrome dos Ovários
Policísticos pode ser controlada através de tratamento medicamentoso, com uso
de anticoncepcionais hormonais que podem proteger os ovários da formação dos
microcistos e diminuir os níveis de insulina e hormônios masculinos.

