O sinal de nascença, que se
chama mancha mongólica, é aquele que costuma aparecer como um arroxeado em
muitos recém-nascidos na região das nádegas e das costas. A mancha mongólica
(MM), também conhecida como melanocitose dérmica congênita, geralmente, aparece
no nascimento ou durante as primeiras semanas de vida. Costuma aumentar nos
primeiros dois anos e depois desaparece gradualmente.
Com a idade de 10 anos, a
maior parte dos casos já desaparece, porém se a mancha permanecer na idade
adulta, ela é chamada de MM persistente.
Como e por que surge?
A mancha tem incidência
semelhante em ambos os sexos, porém varia entre diferentes grupos raciais. Elas
são muito comuns em crianças asiáticas (por isso, o nome) em que ocorrem em
mais de 90% dos recém-nascidos e nas populações de raças negras acometem cerca
de 80%, já nos brancos europeus ou caucasianos é menos comum incidindo em menos
de 10%.
Segundo o médico José Luiz
Setúbal, em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação, no Brasil, devido à
nossa grande miscigenação ocorrem entre 40% a 80% dependendo da região.
As manchas mongólicas aparecem
no nascimento ou nas primeiras semanas de vida. Geralmente, elas também
desaparecem no primeiro ano de vida, mas podem persistir até a adolescência,
embora seja raro em crianças em idade escolar. Mesmo que sejam visualmente bem
aparentes, não há tratamento recomendado.
A cor das manchas provém de um
conjunto de melanócitos presentes nas camadas profundas da pele. Os melanócitos
são células de pigmento que dão cor à pele. Por isso, as manchas mongólicas não
são cancerígenas e não estão associadas a quaisquer condições. Sua localização
clássica é na região lombar e nádegas, mas essas marcas também podem cobrir uma
grande área das costas.
Não são necessários exames
para identificá-las. O médico pode diagnosticar esta condição ao examinar a
pele. Como não há nenhum risco ou associação com outra doença, nenhum
tratamento é necessário quando as manchas mongólicas são marcas de nascença
normais.
