O cordão umbilical é
responsável por ligar o bebê à placenta da mãe e é por ele que passa o sangue
com o oxigênio e com os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do feto. De
suma importância durante a gestação, o cordão não deve ser clampeado
imediatamente depois do parto. Nos primeiros instantes após o nascimento, até
que o pulmão receba o ar e comece a funcionar, os bebês ainda recebem oxigênio
pelo cordão.
A recomendação de esperar o
cordão parar de pulsar para cortá-lo está incorporado nas novas diretrizes do
SUS para o parto humanizado, pois a prática influencia concretamente em aspetos
da saúde do bebê. Vale lembrar que, em bebês prematuros, a aplicação da
recomendação é avaliada conforme o caso.
Motivos para não cortar o cordão rapidamente
Risco de anemia
Segundo pesquisadores, o corte
ou o clampeamento imediato impedem que cerca de 100 ml de sangue da placenta
fique no corpo do bebê, quantidade equivalente a um terço de todo o corpinho
dele. A consequência imediata é o risco de o recém-nascido desenvolver anemia.
Melhora coordenação motora
Um novo estudo mostrou que
esperar pelo menos três minutos para clampear o cordão umbilical após o parto
pode melhorar a coordenação motora fina e habilidades sociais das crianças.
Transplante natural
Uma pesquisa feita pela
Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o
cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de
células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural.
Desenvolvimento neurológico
Outras pesquisas passaram a
indicar que esperar para cortar o cordão dá tempo ao bebê de receber até 25% do
sangue que está na placenta. Isso diminui as chances de hemorragia cerebral e
pode provocar, em longo prazo, melhora do desenvolvimento neurológico e dos
níveis de ferro.
