Pílulas, adesivos e injeções
anticoncepcionais hormonais são comuns entre mulheres, mas ainda em fase
inicial de desenvolvimento para os homens. Uma nova pesquisa é um dos primeiros
passos na elaboração de um método feito de hormônios para o público masculino.
Conheça a seguir a eficácia e a segurança do medicamento.
Anticoncepcional masculino
Com o objetivo de desenvolver
um método anticoncepcional seguro, eficaz e reversível para homens,
pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliaram o efeito de
injeções dos hormônios testosterona e progestagênio em 320 homens com idade de
18 a 45 anos.
Eram dadas duas injeções,
administradas via intramuscular, uma com 200 mg de noretindrona e outra com
1.000 mg de testosterona a cada 8 semanas.
Eficácia
Os 320 participantes do estudo
receberam as injeções e 95,9% tiveram uma redução da concentração de
espermatozoides igual ou menor a 1 milhão/ml, considerado baixo.
Desses, 266 seguiram para a
fase de testagem da eficácia, em que o único remédio anticoncepcional usado
deveria ser a injeção para homens. Depois de um ano, havia ocorrido 4
gravidezes.
Efeitos adversos
Além da taxa de gravidez
significativa, as injeções provocaram efeitos colaterais. Oito homens não
recuperaram sua contagem normal de espermatozoides um ano após o final do
estudo.
Entre os efeitos adversos, os
transtornos de humor e depressão foram os mais comuns, sendo que os
pesquisadores optaram por não recrutar mais participantes justamente por causa
do risco de ocorrência dessas adversidades.
Também foram reportados casos
de acne, dor no local da injeção e aumento anormal da libido.
Será que é uma opção o anticoncepcional hormonal para homens?
O novo método parece ser
promissor para evitar gestações e mostra que a terapia hormonal, já realizada
entre as mulheres, pode ser uma opção para eles também. No entanto, seus
resultados ainda são muito primários e outras pesquisas estão sendo feitas para
encontrar os níveis ideais de hormônios contraceptivos para os homens,
reduzindo efeitos colaterais e aumentando ainda mais sua eficácia.
Ainda há um longo caminho a
ser percorrido até que tenhamos uma opção de anticoncepcional masculino nas
prateleiras das farmácias. Mesmo assim, esse primeiro passo é um bom indício de
que a responsabilidade pela contracepção deixará em breve de ser apenas da
mulher.